Sábado, Junho 20, 2009

Oportunidades para jornalistas

Apresento algumas oportunidades de emprego para meus colegas jornalistas diplomados.

1) Freelancer - piso salarial garantido

2) Jornalismo Impresso

3) Vaga no litoral

4) Oportunidade única (não é preciso diploma)

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Especial Djavan vs Chico Buarque


A Banda Meio de Campo é formada por Paulo Vitor Poloni (vocal), Marcelo Pitta (guitarra), Vinicius Frigeri (teclado), Guilherme Benassi (bateria) e Thiago Rampazzo (baixo)
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Segunda-feira, 22/06/2009 no Café Teatro Tomate Seco
Av. Maringá, 1730, Londrina.
Informações 43 9946-6366
contato@bandameiodecampo.com.br

Domingo, Maio 03, 2009

Posse de Barbosa Neto

1º de maio de 2009. Poçe de Barbosa Neto na Câmera de Londrina.

1) Isso porque a açossiação é do transporte escolar.
2) A falta de acento no sauda não é fruto da reforna ortográfica.
3) O secretariado é um só. É o conjunto de secretários.

imagem: Naicon Lemes

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Cena: Mudanças Sutil

Mudanças Sutil: você nem vai perceber

Festa na segunda

Segunda-feira, tradicionalmente, é o dia mais chato da semana. Não para o meu vizinho. Pela quarta segunda-feira consecutiva ele reúne os amigos e faz a festa. Isso mesmo FESTA.

Não que ele não tenha o direito de se confraternizar, mas em plena segunda, poxa? Qual pessoa comum (eu e, provavelmente, você) vai a uma festa na noite de segunda-feira? Sem peso na consciência? Sem pensar no mau-humor e na ressaca do dia seguinte?

Não deveria, mas sinto uma ponta de inveja. Um sentimento reprovável, eu sei, mas não posso negar. Inveja por ter de dormir cedo, para acordar cedo na terça-feira. Por não poder saborear uma picanha mal-passada ou jogar uma bela partida de truco.

Não fui convidado. Se o fosse, não iria. Prefiro passar a noite de segunda-feira no aconchego do lar, comendo almoço requentado. Mentira.

Domingo, Março 15, 2009

Raios de sol

Apenas uma bela visão.

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

A senhora do semáforo

Em uma avenida da cidade vejo uma senhora vendendo doces no semáforo. Todos os dias. Sinal vermelho, lá vem ela a passos lentos. Lenço na cabeça, bolsa a tiracolo. Sinais de uma vida inteira de luta expressos nas rugas do rosto e das mãos.

Abro o vidro. Ela oferece os doces apenas com gestos. Não diz nada. Não sei se por cansaço ou por vergonha (totalmente descabida, eu sei) de estar ali. Vergonha mesmo é o que ela recebe de aposentadoria. Talvez ela tenha de ajudar no sustento da família. Talvez tenha que pagar os remédios que necessita. A certeza é que o pouco que recebe não é suficiente.

Penso nos dias, meses, anos que ela já trabalhou. Uma vida inteira. E o que lhe resta agora? Vender doces no sinal para sobreviver. Uma batalhadora. Quantas outras pessoas em dificuldades semelhantes não desistiram? Não se entregaram?

Dias atrás, em uma tarde chuvosa de janeiro, me espantei. O que eu mais queria era entrar em baixo de uma coberta e aproveitar o friozinho. Mas lá estava ela. De sombrinha e sandálias, trabalhando. Sob chuva.

Enquanto isso, na mesma tarde chuvosa, os deputados estaduais do Paraná aprovam um aumento na própria aposentadoria de R$ 2,8 mil para R$ 10,2 mil. O deputado Alexandre Curi disse o seguinte ao site Terra: "Com esse plano previdenciário, a população pode ter certeza de que o deputado vai se dedicar exclusivamente ao seu trabalho parlamentar, sem a necessidade de outro trabalho para sobreviver".

A senhora que vende doces no sinal deseja, mas não pode se dedicar exclusivamente à aposentadoria dela, pois tem a necessidade de outro trabalho para sobreviver.

Sábado, Janeiro 24, 2009

Paraná em Brasília


Pouca gente deve ter notado, mas o senador Alvaro Dias tem um programa na TV Tarobá de Londrina. É aos sábados, depois do jornal Primeira Hora, em torno das 7 e 45 da manhã. Chama-se Paraná em Brasília.

No programa, o senador fica sentado, lendo discursos no teleprompter. Quando o assunto se esgota, entra uma tela com o próximo tema. E só. Na internet não encontrei nenhuma informação sobre o programa.

Vale lembrar que o mandado de Alvaro Dias no Senado termina em 2014.

(Dica do Ricardo Vilches)

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

O futuro do LEC

Estádio do VGD, que está interditado para a realização de jogos.


O Londrina Esporte Clube apresenta o time e o novo uniforme. Esperanças renovadas. Dirigentes entusiasmados. Mas os torcedores ainda estão - como diriam os mais velhos - “ressabiados”.

Todo ano é a mesma coisa: euforia em janeiro, decepção nos meses seguintes. A direção do clube pede para a torcida comparecer ao estádio, mas o time não convence nem os mais fanáticos.

Tratei desse assunto aqui no blog em janeiro de 2006. A história era a mesma. Time ruim, torcedor desanimado.

Todo londrinense que gosta de futebol sonha com um time forte na cidade. Os mais saudosos dirão: “timaço era quando o Carlos Alberto Garcia ainda jogava”. Em 1977, por exemplo, o Tubarão ficou em 4º lugar no campeonato brasileiro, ganhando do Santos, Flamengo e Corinthians. Os fanáticos lembrarão também da conquista da Taça de Prata (a série B do Brasileirão) de 1980, o título mais importante do clube.

A esperança do torcedor é a mesma. Renova-se a cada ano. Sofre, mas não desiste. Sonha com um time estruturado, competitivo e – obviamente – vitorioso.

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

O Cinema

Lugar para ver filmes, certo? Não é bem assim. Outros interesses – além do cinematográfico – pairam sobre as salas multiplex. Listo alguns tipos comuns de se encontrar em qualquer cinema por aí. Eles são divididos em três grupos:

OS QUE ASSISTEM AO FILME

Galvão Bueno – Narra o filme pro colega do lado. O tempo todo. “Olha, tem um cara com uma faca na mão. Ela não viu. Tá tomando banho. Ele vai abrir o boxe. Abriu. Abriu. Haaja coração”.

Arnaldo César Coelho – Comenta a trama do filme. Também conhecido por chato. “Putz, o navio vai afundar por causa de um iceberg. O comandante deveria ter prestado mais atenção. Se fosse nos dias de hoje, teria GPS, Google Earth e computador de bordo. Seria bem mais seguro. O navio não teria afundado e o Jack não teria morrido”.


José Wilker – Se acha crítico de cinema, quando na verdade os únicos filmes que conhece são os da Tela Quente. “Tô achando esse ator um pouco recatado. Acho que – no close – ele deveria ter uma melhor expressão facial. Mas na cena em contra-plongé achei que a fotografia casou muito bem com a música e com o texto do personagem”.

Legal – Quando alguém lhe pergunta o que achou do filme, ele é seco e direto: achei legal. “E os efeitos especiais? Dizem que são bem feitos? É legal, bem legal”.

Irritado – Quer assistir, mas sempre tem um chato falando alto. Ele se irrita e manda um “shhhhh”. Quando o “shhhh” não resolve, tasca um “cala a boca”.

Afobado – “Que sorte! Acabei de chegar e o filme já começou”. “Shhhh. Deixa eu ver o trailer, mané”.

The End – Grandalhão que senta na sua frente e o filme acaba (pelo menos pra você). Ou você troca de lugar ou sai do cinema com torcicolo.

OS QUE NÃO ASSISTEM AO FILME

Casalzinho – Figura clássica nos cinemas. Geralmente adolescentes. Sentam no fundo, de preferência nas poltronas sem braço. Na saída, fingem que nada aconteceu e fazem comentários genéricos sobre o filme. “Que filme bonito. Adorei. Muito bom”. Mas se alguém perguntar o nome do filme: “ahh... éé... umm... acho que éé... é alguma coisa da noiva... pai da noiva, não... filho da noiva... ahh... é isso aí”.

Comilão – Outra figurinha tarimbada. Compra uma pipoca grande, duas latas de Coca e um pacote de Bis. Coloca tudo na bolsa pro lanterninha não ver. No primeiro trailer ele começa e só termina de comer quando sobem os créditos.

Pão-duro - Compra chips e ruffles fora do cinema (de preferência nas Lojas Americanas) para economizar. Para entrar na sala, utiliza a tática de esconder o rango na mochila pro segurança não ver. Na hora do filme é fácil identificá-lo: pelo cheiro (se tiver comprado um chips sabor chulé) ou pelo barulho (o creck-creck da batata frita).

Amigão – Quando o filme começa o celular toca. “Ooi. Tô aqui dentro já. Vem pra cá. Ah, tô te vendo. Olha pra esquerda [a sala já esta escura]. Não, a outra esquerda. [Em pé, abanando os braços] Aqui ó. Tô aqui. Me viu? [O cinema inteiro viu, menos o amigo] Tô aqui ó! Tá cego cara?

Porcalhão – Come pipoca, toca Coca e engole um pacote de Bis e – ao final – acha que o chão do cinema é lixo.

Fanfarrão – Acha que está em um estádio de futebol. Grita, vaia, faz a ola com os amigos. Se sente um gavião da fiel na geral do Pacaembu. Quando alguém lhe chama a atenção fica bravo. No desfecho do filme, aplaude e grita “êêê”.

Soneca – Aproveita a cadeira macia e o ar condicionado para colocar o sono em dia. Cuidado, o sono pode ser profundo, aí o ronco é inevitável.

João-Bobo – Mais perigoso que o “soneca”. Dorme e começa a cair para o lado. Se você sentar ao lado dele, troque de lugar enquanto há tempo. Ele pode começar a babar.

Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Brasileiro e o Fim de Ano

Brasileiro da Silva é um cara muito trabalhador. Por isso, ele aparece por aqui somente de vez em quando. Hoje, antevéspera de Natal, ele recebeu a equipe de reportagem do Blog do Frigeri no seu horário de almoço. Entre uma colherada e outra em seu marmitex, ele falou sobre o Natal e sobre seus planos para o ano de 2009.

EU – Quanto tempo, hein, Brasileiro?
BRASILEIRO – Cê sempre fala isso.

EU – Você sempre com a sua simpatia. Que prazer em revê-lo.
BRASILEIRO (colocando uma colherada cheia de arroz na boca) – Pro cê vê, mano?

EU – O que vai ter na sua ceia de Natal?
BRASILEIRO (de boa cheia) – Han?

EU – No jantar de Natal, o que vai ter?
BRASILEIRO – Comida, ué. Vai ter o que?

EU – Tá me tirando pra lóqui, mano? Tô perguntando que tipo de comida.
BRASILEIRO (pegando o bife com a mão e rasgando no dente) - Ah tá. Acho que vai tê frango, meu. A muié que corre atráis disso, tá ligado. Eu só trabáio, arrecado a grana pra muié gastá. É assim a vida, né?

EU – E o que você vai fazer no Reveillon?
BRASILEIRO (com a carne na boca) – Han?

EU – No Revéillon, o que você vai fazer?
BRASILEIRO (engolindo) – Fala com a boca, mano. Tá falando pra dentro. Parece que engoliu um besorro...

EU – Onde você vai passar o Ano Novo?
BRASILEIRO – Lá no meu barraco mesmo, meu. (come uma colher cheia de arroz e feijão)

EU – Qual o lugar que você gostaria de passar o Ano Novo?
BRASILEIRO – Ah meu... (chupa o dente pra tirar um fiapo de carne enroscado no dente) Peraê... (chupa novamente, mas o pedaço não sai) Lugar? (vira a colher e cutuca o espaço entre os dentes com o cabo)

EU – Quer um fio-dental?
BRASILEIRO – Ih... isso é coisa de preibói, mano. Tá me tirano? Sô da quebrada mermão.

EU – Em qual lugar você gostaria de passar a virada de ano?

BRASILEIRO (com muito esforço consegue tirar a carne de entre os dentes) – Ah... No Igapó, vendo os rojão (quando ele fala “rojão” o pedaço de carne voa em minha direção e pára na minha bochecha).

EU (passando a mão no rosto pra tirar o fiapo de carne) – Não precisa cuspir...
BRASILEIRO – Cê tá com muita frescura hoje, mano.

EU – Por que no Igapó?
BRASILEIRO (largando a colher no marmitex e levando a mão ao queixo)– Ah mermão. Lá é um tão bunito... aquela água... aqueles rojão acendendo no céu... deve manero.

EU – E no seu sonho não tem um champagne?
BRASILEIRO – Logicamente, mano. Daqueles de maçã, tá ligado? Porra, mas tem um di pêssego qui u meu patrão, quando eu trabalhava lá naquela fábrica na Tiradentes, mi deu. É bom, hein?

EU – Pode continuar almoçando sossegado que eu já tô indo. Um Feliz Natal pra você e toda sua família e que o ano que vem seja muito melhor do que esse.
BRASILEIRO – Tomara né, porque esse ano foi f***...

Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

A crise

Recebi este e-mail, não sei quem é o autor, mas é uma história interessante sobre a tal "crise". Neste caso, o medo da "crise" é acabou com o negócio do homem.

A crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava. As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses.
E o negócio prosperava ...
Seu cachorro quente era o melhor de toda região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu, e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
- "Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar".
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão.
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais barata (que era,também, a pior). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola... quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
- "Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise."
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- "Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise ..."

Terça-feira, Setembro 16, 2008

Edifício Bosque - Magníficos Apartamentos

Folha de Londrina de 25 de dezembro de 1957.

"No mais lindo recanto da cidade - o Bosque Municipal"

"V. que quer morar de acôrdo com o confôrto e comodidade modernos, venha conhecer e reservar quanto antes um dos."

Cine Ouro Verde

(Clique na foto para ampliá-la)
Folha de Londrina, 1957 (na época em que o Ouro Verde era cinema)

Repare o nome do filme: "Gog, o monstro de cinco mãos" com "trailers e complementos"